A definição de nu artístico é complexa
e, devido a preceitos morais, a nudez pode ser interpretada como arte ou
vulgaridade. A fotografia de nu abrange distintas subcategorias: o nu clássico,
o acadêmico, o sensual e o erótico, mas todos são igualmente corpos despidos,
diferenciando-se somente a partir da forma como são mostrados. Contudo, até
mesmo a definição dessa manifestação artística gera distintas interpretações
sobre o que é, por exemplo, um nu total ou parcial... Assim, quando a questão é
a nudez, a abordagem do artista e a visão do espectador podem ser desarmônicas.
Dourado
Jéssica Ameno, a partir de um aspecto
tão controverso, apresenta as sutilezas do nu sob a pintura corporal, sendo o
foco o corpo. A fotógrafa argumenta que “as cores metálicas – ouro rico, prata
e cobre – protegem a identidade das pessoas fotografadas e, a segurança dada
pela ‘cobertura’, permitiu a elas posar e se revelar com mais liberdade”.
Nestes corpos metálicos, os movimentos, texturas, profundidades e os
sentimentos transmitidos através da figura desnuda, são destacados pela luz,
pela sombra e pelas nuances habilmente fotografadas por Jéssica Ameno.
Cobre
“A ideia intencional da forma, da luz e
da leve sugestão de movimento, contida nos retratos realizados por Jéssica
Ameno, instigam a observação do exterior, sem adentrar o corpo. Paralelamente,
as imagens incitam ainda uma certa intimidade.
Além disso, a escolha da pintura dos
corpos – como um exoesqueleto destes corpos metálicos –, promove
intencionalmente uma remoção da identidade dos retratados, criando uma sensação
de conforto e de desprendimento em relação à nudez, mesmo diante das lentes da
fotógrafa.
Que a exposição, vista de perto, possa
traduzir, de forma suave, estas intencionalidades.”
Prof. André Sena (Curador)
Prateado
EXPOSIÇÃO CORPOS METÁLICOS
Período: 01.02 a 30.03.2016
Projeto Mais Arte na Biblioteca, Espaço
Fotografia
Curadoria: Prof. André Sena
Apoio: DCE Unidade Fumec



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